A Arte do nada

Posted in Uncategorized on abril 19, 2009 by ribadesouza

 

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A Arte do Nada


O que é o nada? Nada se pode falar de algo que é nada, ou seja, ainda não é, e será que um dia virá ser? O nada sempre fez parte da humanidade, principalmente do Brasil, onde nunca nada fez alguém para outrem e ás vezes até para si mesmo. Mas o nada é anterior á humanidade, antes de tudo havia o nada, nem se quer o sentido de vazio, do nada surgiu o todo, dizem uns que foi por obra de uma explosão, outros apelam para a religião, onde um Deus criou a existência, mas de que nada surgiu esse ser.

O Homem sempre foi apaixonado por essa palavra, de pessoas comuns até presidentes de terras tropicais que de “nada sabiam”, o nada é criativo é ousado. Faz da inconsistência a aparência surgir, mesmo que o molde ainda não exista. Será que na cabeça de um garoto de 14 anos existe o vazio ou o nada, já ouvi muitos chamarem, até a mim de cabeça vazia, se é vazia ainda têm espaço para algo, e se for feita de nada? Se for nada, nem complemento se espera para ela. Tenho minhas dúvidas!

 

Desde pequeno sempre gostei de ficar no canto observando para o nada, era até bom fazer e observar tudo, hum! Tudo se é tudo não é o nada, pois nada não é tudo, que coisa complicada. Acho melhor não levar essa discussão adiante. Mas até que é legal imagina você pegar um papel, ou até mesmo um teclado, observar a tela ou a página em branco, parece que ela te desafia a desbravá-la, a percorrer toda sua margem, todo seu imenso vazio, (ops: vazio não é o nada, mas tudo bem), ela te encara como se lhe ordenasse me violente me use, mas você ainda não tem nada, você para e sente escorrer das veias até suas mãos letras que sugerem palavras que se transmudam em frases, já não existe o nada, já ta virando o todo. Êita não gostou do que escreveu, não fique triste apague tudo, olha quem voltou o nada, e está te olhando de novo, com seu olhar provocante, você para e aceita o desafio mais uma vez, aí já não têm mais volta, agora você faz parte do nada, e apartir dele você faz surgir o texto.

 

O nada não é só um estado, mas também uma arte a qual todos se aproveitam dela, principalmente os artistas, que o diga os dadaístas. Quem não sente o nada não pode ver o todo, pois o todo é fruto do nada, e todos fazem parte do nada maior, inclusive o pequeno e frágil nada. Lembro agora de uma poesia que fiz já tem algum tempo que serve para exemplificar essa viagem, ah ela se chama Aparências: Se algo te disser/ E você não entender/ Não é porque que lhe falta à sensibilidade/ Mas sim, pois você é feito de nada/ E o nada é a essência do mundo/ Do nada surge o pouco/ Que de pouco em pouco se forma o muito/ Que assim como os outros faz parte de um todo. No entanto não confundir o nada com o fazer nada, pois esse último é um baita problema.

 

Agora imagine a seguinte cena, você dormiu sem se preocupar com coisa alguma, e pela manhã quando você acorda, já não existe nada nem problemas, nem pessoas, só o imenso nada, um enorme abismo sem cadeira e nem mesas, imaginou? Esse seu pensamento é uma grande viagem, pois se você acordasse com o nada, nada existiria, nem a manhã, nem o chão, nem o vão, nem o ato de acordar, e o melhor nem você mesmo haveria em qualquer parte, já que até mesmo qualquer parte seria o nada.

 

Os Olhos de Vídeo

Posted in Uncategorized on abril 16, 2009 by ribadesouza

 

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Os Olhos de Vídeo

Lá fora as muralhas tão imponentes em dias de sol, parecem tão indefesas quanto à força incessante da chuva. O Portão destroçado talvez por uma guerra involuntária parece tão frágil. A rede metálica tenta a todo custo manter firme a construção, que de tão molhada da à impressão que está com frio, como uma criança embaixo de uma barraca, lá para as bandas do Maracanã. Uns pedaços de madeira do antes firme portão se afogam, no grande lago que se forma com as gotas da chuva. Atrás dos fios, embalados pelos postes, se esconde um céu cinza, quase sem vida. Se não fosse pelas lágrimas da incessante chuva. Entre a rede de arames que guardam os muros, nasce outra vida, que de tão improvável existência, parece um milagre sua concepção, uma pétala amarela como uma coroa de um rei esquecido.

                            De incrível só a paisagem, na verdade vejo tudo por várias brechas que me conectam com outra face da criação. A poeira que se acumula pelas brechas da janela, guarda uma estória de quem esteve aqui nessa mesma posição. Vejo uma casa de alguém que já se foi, e assim como o muro está em pedaços, o seu lado está rasgado e sua sala vazia. Vou subindo pela parede, um alguém está ali em cima tentando vencer a força cruel da ventilação, que esta ligada por um cabo, que rouba energia de uma outra tomada sem vacilação.

                             Alguém reclama lá fora em uma terrível orquestra, que veio logo depois de um clarão, que pôs em silêncio todo o salão. Os olhos que me devoram fazem de mim uma televisão, que pena que não tenho cor e nem prendo tanta atenção. Porque as paredes antes brancas, agora encardidas, estão cheias de gravuras? Será que são traços dos outros que aqui estiveram e deixaram sua confirmação?

                              O chão envelhecido guarda a pressão dos pés amigos, que agora aqui estão, mas que esperam para pisar o chão de terra molhada, que lá fora serve de inspiração. As luzes artificiais também iluminam, ás vezes são desnecessárias e até atrapalham minha visão. Mas se fazem de fingidas ofuscando o brilho frágil de uma triste e chuvosa tarde de verão.

Vejo feridas nas paredes, mas não há sangue, e nem parecem tristes, pois aqui não há lágrimas escorrendo pelo chão. Parecem até felizes pelo fato de terem visto tantas vidas, que aqui estiveram em busca de educação. A porta lá na frente sempre aberta, nem parece buscar atenção, se não fosse pelo fato de tanto ir e vir, que faz dela uma novela, daquelas tantas que fazem alguém perder tempo, em busca de emoção.

 

Várias Variáveis

Posted in Uncategorized on abril 15, 2009 by ribadesouza

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O que se esconde nas esquinas de uma cidade? Poderia ter começado esse texto de várias formas, mas o estomago registrou essa frase. A vida marginal que eclode dos becos escuros, a lama que escorre pelos buracos, uma bituca de cigarro no chão tudo isso é arte e da mais pura forma de arte, não aquele tipo que é para ser estudado  e registrado em enciclopédias, mas sim sentidos. Olhem que tal sentir uma boa fumaça de cigarro que deve ser até melhor que o ar puro, tão careta em sua escassez, é a alma da rua se manifestando em uma tragada surreal, a mentira se tornando real ou quem sabe desigual na medida que você não sabe encara-la como ideal. Você já sentiu a força que brota do chão de pedras ou quem sabe aquele cheiro de pinche molhado no final de uma noite? Sentir na pele o frio da chuva que tal?, se não sente, não tem problema vai lá fora agora se tiver chovendo se jogue no asfalto deixe ela te molhar, mas lembre-se depois dela, um copo de qualquer bebida quente faz por você o que nenhum remédio ou credo faz lembrar.

O corpo antes frio agora sente o calor da bebida acompanhar todo o percuso que sanque faz em sua rotina, parece que você pode acompanhá-lo em sua viagem, que tal sair para  sentir isso na rua ? Olhe lá no fundo da rua quem aparece lá, que figura torta sem rosto é só uma sombra de alguém. Têm um vagabundo com mão no bolso me olhando, chego de bobeira e começo a tragar seu cigarro, ele de boa dá uma risada.

A arte das ruas que loucura mediana horizontal, Nathasha passou por aqui, muito doida derrubou o pó em cima de mim, e nem me ofereçeu, levada essa muleka.

Agora com o calor da bebida e a fumaça da tragada, você já esta pronto para sentir a viagem transviada, tudo é trangressão meu irmão, o sexo, a droga e até a religião. E que neura aqui só tem punk cristão.

 

Hello world!

Posted in Uncategorized on abril 15, 2009 by ribadesouza

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